segunda-feira, agosto 08, 2016

Vou… Vou andando


Escrevo… vou escrevendo: um texto, outro texto, mais um, mais outro, ainda outro e:
Escrevo acerca de um leão que fede, depositado no chão de uma garagem.
Escrevo, sentada nos cinco degraus, encerados a cera vermelha que acedem a casa dos meus pais.
Olho ao longe e vejo o horizonte pintado a cor de fogo e aplico-lhe uma grelha, pintada a sete fulgurantes cores: verde, vermelho violeta, amarelo, azul, laranja e anil.
Gostava de adivinhar o que está para além desta amálgama de cores.

Metia os pés para dentro, pousava as mão nos joelhos. Dava mais equilíbrio, dizia-se.
Vislumbro uma teia de aranha, cheia de gotas de água, quais diamantes puros. Torno a olhar o horizonte. Que incêndio brutal. Tudo brutal.
Vou escrevendo. Parece fogo de artifício.
Chega a hora do lanche

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