quinta-feira, setembro 13, 2007

O Debuxador Marajá

Suponho que, em Paris, fosse conhecido por Monsieur Da Silva.
Nasceu em Constância.
Nasceu artista.
Nasceu com um dom.
O dom de debuxador.
Achava que não nascera para trabalhar, mas para aproveitar tudo o que de bom havia para viver.
Acreditava que ninguém nascia para trabalhar, mas para imaginar uma boa vida.
Como não nasceu rico, debuxou, para si, um plano que surtiu efeito.
Cedo, foi para Paris.
Sendo um conceituado artista na arte do debuxo de tapetes, trabalhava em fábricas famosas.
Mal amealhava uma quantia razoável de dinheiro, parava de trabalhar e desenhava projectos mirabolantes para a gastar. Todos luxuosos como se fora marajá. E nessa altura era, não tenho dúvida, o marajá Da Silva.
Acabada a riqueza, voltava a ser debuxador. Outros tapetes, outras fábricas.
Recomeçava o ciclo.
Não sei quantos ciclos viveu.
Não sei quantas vezes foi marajá.
Sei que a sua vida foi o seu melhor debuxo.
Sei que era meu tio-avô materno.

5 Comentários:

Blogger Pitucha disse...

Absolutamente de acordo: trabalhar não é vida!
Beijos

sexta-feira, setembro 14, 2007 7:19:00 da manhã  
Blogger Laura Lara disse...

Pituxa
Mas há quem não saiba fazer mais nada!
E mesmo os "felizes" que o conseguem, devem cá ter uma trabalheira!!
Beijinhos

sexta-feira, setembro 14, 2007 7:41:00 da manhã  
Blogger espumante disse...

Falando a sério... se alguma vez me explicares que ofício é esse, debuxador, fico-te eternamente reconhecido :)
Benvinda de férias e um beijinho

sábado, setembro 15, 2007 6:48:00 da tarde  
Blogger espumante disse...

Estou esclarecido :)

domingo, setembro 16, 2007 11:56:00 da manhã  
Blogger 125_azul disse...

Aí está o ofício que devia ter escolhido para mim!
Beijinhos, semana feliz

segunda-feira, setembro 17, 2007 12:02:00 da tarde  

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