sexta-feira, junho 15, 2007

Histórias Lembradas - XVI

Ainda não estávamos todos nas termas do Vimeiro.
O meu Pai iria lá ter mais tarde.
Sozinho em casa, resolveu, um dia de manhã, comer um ovo estrelado.
Uma frigideira pequena, um pouco de manteiga, um ovo e tudo no fogão.
E, entretanto, foi fazer a barba. Com muita calma e à moda antiga. Muita espuma numa tigela metálica, um pincel para estender, uma lâmina para cortar e escanhoar, uma pedra azul (de que seria?) para os cortes, um alfinete, devidamente queimado na ponta, para qualquer pêlo encravado.
Terminada a operação, foi espreitar o ovo. Ainda não estava frito!
Resolveu vestir-se, acabar de se arranjar.
Voltou à cozinha.
Nada! O ovo continuava cru!
Estranhou. Decidiu chamar a porteira.
A D. Belmira, espantada, foi investigar. Que não podia ser. Que um ovo frita-se num instante. Que o normal era estar esturricado.
E descobriu! Faltava acender o lume!

3 Comentários:

Blogger Pitucha disse...

E depois espantam-se comigo!
Quem sai aos seus...
Beijos

sexta-feira, junho 15, 2007 1:11:00 da tarde  
Anonymous casadaponte disse...

Este deve ser o cúmulo da distracção ou do alheamento aos pormenores...adorei!
Beijinhos
M.Dores

segunda-feira, junho 18, 2007 1:39:00 da tarde  
Blogger Madalena disse...

Vá lá, pelo menos alguém descobriu o que é que se passava... Era um mistério digno de um Poirot!!!
Os distraídos são normalmente muito inteligentes. Era capaz de ser o caso!!!!!
Mil beijinho, Laurinha!

segunda-feira, junho 18, 2007 2:43:00 da tarde  

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