sexta-feira, julho 28, 2006

Encerrado



Vou até à Figueira da Foz.
Dia 1 de Setembro, estarei de volta, se Deus quiser!

quarta-feira, julho 26, 2006

Histórias Lembradas - XIII

Os Petardos
Vale de Prazeres, uma pequena aldeia, na falda da Serra da Gardunha, ainda tem estação de caminho de ferro. A minha Avó contava-me da inauguração, quando a família real aí parou, transportada em luxuosa carruagem também real.
Foi nesta pequena aldeia, com estação de caminho de ferro, que nasceu e brincou o meu Pai, há quase cem anos.
E o combóio serviu-lhe para boas brincadeiras.
Numa época em que as comunicações eram difíceis, em que não havia nenhuma possibilidade de se contactar o combóio em movimento, era mister arranjar um meio de avisar o maquinista de qualquer perigo ou obstrução na linha. Todas as estações tinham, portanto, os petardos. Colocados na linha, explodiam à passagem do combóio e o estrondo era o sinal de que havia perigo eminente. Accionavam-se os freios, o combóio parava e o pessoal e passageiros curiosos saíam para percorrer o caminho até descobrirem o motivo da paragem forçada e, retomadas as condições de circulação, poderem prosseguir viagem.
Vamos pôr o petardo? Era assim que o meu Pai incitava os seus amigos. Enquanto uns distraíam o Chefe da Estação, outros apoderavam-se do “brinquedo”. Escolhido o local, lá o encaixavam na linha e, escondidos, esperavam que a máquina, com dois grandes olhos redondos e exaladora de um fumo bem negro, se aproximasse no seu cadenciado pouca-terra, pouca-terra. O petardo rebentava. O combóio travava. O pessoal saía. Os passageiros reuniam-se. A população aproximava-se. E todos davam início à caminhada de investigação. Teria caído uma árvore? Um rebanho teimoso insistia em não abandonar a linha? Ou seria um burro que não ia nem para a frente nem para trás? Pedras tombadas? Algum incêndio?
Todos davam sugestões e todos queriam ajudar, pressurosamente chefiados pelo meu Pai e seus amigos.

segunda-feira, julho 24, 2006

Salisbury


Há quarenta anos era assim

sexta-feira, julho 21, 2006

Acentos, para quê?

Só para aumentar o número de erros ortográficos.
Vejamos este exemplo: Colher.
Alguém tem dúvidas?
Eu vou colher flores com uma tesoura e não com a colher de comer a sopa.
Alguém precisa de acentos para saber pronunciar colher e colher?

O melhor mesmo é ir-me embora e desejar a todos um bom fim-de-semana.

quinta-feira, julho 20, 2006

Monte Real

Na vila de Monte Real, no bem assinalado centro histórico, encontrei, no cimo da colina, já restaurado, este paço real, mandado construir pelo rei D. Dinis e onde, segundo a tradição, a Rainha Santa Isabel teria curado doentes com abluções feitas com água, considerada milagrosa.

Cercadas de muito lixo, entulho, ramos secos, tudo no maior desleixo, encontrei as maravilhosas ruínas desta casa e desta loja, com uma curiosa tabuleta.

Cliquem nas fotografias, que vale a pena apreciarem-nas aumentadas.



segunda-feira, julho 17, 2006

É impressão minha...


... ou está a correr uma brisa mais fresca?


Não vá a árvore constipar-se!

sábado, julho 15, 2006

Temperaturas

De acordo com a BBC, as máximas e as mínimas, para hoje, são:

Beira - 25 / 16;
Maputo - 28 /15;
Luanda - 27 /17;
Lisboa - 38 /23.

quinta-feira, julho 13, 2006

Le Tour de France

Gosto de ver “Le Tour” no canal Eurosport da televisão.
Saboreio um delicioso passeio por terras de França. Paisagens soberbas, castelos espectaculares, mansões de sonho.
A Volta é apenas o pretexto.

E vou sempre buscar o livro “Les Carnets du Major Tohmpson”, de Pierre Daninos, para reler e reler o capítulo que ele dedica a este acontecimento desportivo.

Fica aqui um bocadinho:
“...
« Manoeuvres ou pas manoeuvres, on ne passe pas! »
Il était clair, en somme, que personne ne passerait, ni les Français avec leurs blindés, ni le major Thompson avec sa torpédo, ni même ce monsieur qui, ayant extrait son importance d'une très importante voiture, le classique coupe-file a la main, obtint pour toute réponse ce : « Faites comme les autres, attendez! » que je devais par la suite entendre souvent. Je conclus de ces prémisses que tout trafic était interrompu pour laisser la voie libre au Président de la République et a sa suite, lorsqu'un cri jaillit des poitrines :
« Les voilà! »
Ce singulier pluriel me fit un instant supposer que le chef de l'Etat allait apparaître avec mes Très Gracieux Souverains, alors en France. Quelle ne fut donc pas ma surprise de voir surgir, en fait de Gracieuses Majestés, deux individus mâles se dandinant sans grâce sur leur bicyclette, curieusement vêtus de boyaux et de maillots aux couleurs criardes, à peine culottés, pour ainsi dire nus, crottés et, dans l'ensemble, assez choquants à voir. On voulut bien m'expliquer — sans que j'aie rien demandé — que ces gens, faisant le tour de France à bicyclette, gagnaient Paris le plus vite possible par les voies les moins rapides, ce qui me parut étrange.
… »

terça-feira, julho 11, 2006

Respigos de África - XLII

Antes de ir para a Beira, o meu Tio Manuel viveu um tempo em Gondola, onde era funcionário dos caminhos de ferro. Frequentemente, visitava-nos na Beira, onde chegava pela manhã, já que aproveitava vir no combóio da noite.
Naquele dia, não obstante ter dormido pouco, ou nada, durante a viagem nocturna, decidiu ir ao cinema, à soirée (nesse tempo ia-se à matinée ou à soirée...).
Na altura, havia dois cinemas, na Beira, o Rex e o Olímpia (ou Olympia?), mas não sei qual foi o escolhido.
Sei que as cadeiras eram todas em madeira. O meu tio sentou-se e adormeceu imediata e pesadamente. Até sonhou e viu-se no meio de um enorme incêndio, com madeira a crepitar estrondosamente. Levantou-se para tentar escapar de tamanho inferno e começou a correr pelo meio das pessoas, quando se deu conta de que tudo não passava do final da sessão e que o crepitar era apenas o barulho do levantar dos assentos das cadeiras.
Já bem acordado, com tanta gente a olhar para ele, perante tão insólita atitude, envergonhado e atordoado, correu ainda mais depressa, a todos pedindo licença, até se ver finalmente longe e liberto daquele pesadelo e daquela multidão atónita.

sexta-feira, julho 07, 2006

Maria da Ascensão Gonçalves Carvalho Rodrigues





Maria da Ascensão Gonçalves Carvalho Rodrigues vive no Ferro.
Só agora tive o grande prazer de a conhecer.
Já aposentada, dedica, com uma força invulgar, todo o seu tempo a deixar gravado o que, de outro modo, acabaria por se perder. Dia após dia, logo pela manhã, sentada em frente ao computador, finaliza o que será o quarto volume desta colecção única.
Vale a pena viver assim!
Vale a pena conhecer pessoas assim!
Vale a pena divulgar obras assim!

Obrigada, Mariazinha.

quinta-feira, julho 06, 2006

Vila do Ferro



Terminei a minha volta à Beira Baixa.
Outras terras visitei, como, por exemplo, Idanha-a-Velha e Belmonte, mas, de tão conhecidas, nem vale a pena colocar fotografias.
Falta-me apenas dizer que fiquei magnificamente instalada numa bela casa de uma vila, chamada Ferro, situada entre o Fundão e a Covilhã. A dona da casa, prima dos amigos com quem viajei, merece um texto que lhe dedicarei a seguir.
Da janela do “meu” quarto era esta a magnífica vista que podia admirar.

A Torre de "Centum Cellas"


Perto de Belmonte, fica esta, ainda enigmática, construção.

quarta-feira, julho 05, 2006

Parabéns Espumante!

Fui buscar os teus apetrechos para te deixar, aqui na minha senda, uma saudação de parabéns com a tua imagem preferida para estes acontecimentos de marca.

Um bom espumante para o bom amigo Espumante!
Tchim-tchim!

terça-feira, julho 04, 2006

Histórias Inventadas? [6]

Da Residência Oficial do Primeiro Ministro passa-se para o Palácio de S. Bento através de um jardim.
Vivíamos um dos Governos Provisórios que se seguiram ao 25 de Abril.
O relógio marcava onze horas da manhã, mais coisa menos coisa.
Num dos corredores da Assembleia da República, uma senhora deslocava-se de robe e chinelos, daqueles bem felpudinhos, com dois pompons, tudo a condizer na cor verde água, pelo meio de fuzileiros que guardavam acerrimamente nem sei bem o quê.
Quem pensam que era?
Claro! A mulher dum Primeiro-Ministro, que havia optado por habitar a residência. Ia, sem dúvida, comunicar ao marido algo muito importante e urgente!

Na Pousada de Belmonte






... antigo Convento de Nossa Senhora da Esperança

segunda-feira, julho 03, 2006

Altares na Beira Baixa




domingo, julho 02, 2006

E lá me ative!





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