quarta-feira, junho 28, 2006

Respigos de África - XLI

Houve um tempo em que a cidade da Beira, em Moçambique, não possuía cais onde os paquetes pudessem atracar. Tinham que ancorar ao largo e passageiros e carga eram levados para terra em pequenos botes, incómodos e pouco seguros.
Um cidadão da Metrópole, sabedor da situação através de um amigo africanista, em licença graciosa, decidiu pois aplicar as suas economias na aquisição de um belo gasolina, que não só proporcionaria o trasbordo em melhores condições como possibilitar-lhe-ia um novo e mais rendoso meio de vida.
Contratou o transporte do dito gasolina e respectivas pertenças em navio de carga.
Navio de carga que já havia largado de Lisboa há algumas horas, quando se descobriu que levava a bordo um passageiro clandestino.

Inquirido pelo comandante, retrucou não ser clandestino.
Havia contratado o transporte do gasolina e suas pertenças.
Não era ele afinal apenas uma pertença?


Fez a viagem, que pagou em serviços prestados, e chegou à Beira, onde se tornou figura bem conhecida, nos anos trinta do século passado.

2 Comentários:

Blogger Madalena disse...

Contra o que está escrito nas estrelas, não há nada a fazer. Até clandestinamente se cumprem os destinos.
Em LM os cais chegavam ao Cais Gorjão. Que bem que eu me lembro do Cais!
Beijinhos Laurinha

quarta-feira, junho 28, 2006 10:58:00 da tarde  
Blogger Pitucha disse...

Lógico, não?
Beijos

quinta-feira, junho 29, 2006 7:51:00 da manhã  

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