sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Respigos de África - XXIX

Até há bem pouco tempo... na verdade, acho que, às vezes, inconscientemente, ainda o faço, bato com o tacão dos sapatos no chão, antes de os calçar, para ter a certeza de que nenhum objecto estranho lá se alojou, durante a noite.
Porquê?
Porque, em África, na Beira, os lacraus gostavam de dormir naquele sítio!

21 Comentários:

Blogger mmicr disse...

Olá Laura
A propósito de lacraus, foram as únicas baixas que o concerto dos UB40 tiveram aqui no estádio da Machava. Algumas mordidelas mas sem mortes. O que podemos dizer ser um fenómeno quando se juntam 40 mil pessoas!!!
Esse hábito eu tenho.
Beijinho

sexta-feira, fevereiro 17, 2006 12:02:00 da tarde  
Blogger Laura Lara disse...

Passadita
Este deve ter sido o comentário mais rápido que me fizeram!
Que giro teres também esse hábito. Coisas de gente de África, não é?
Beijinhos beirenses

sexta-feira, fevereiro 17, 2006 12:06:00 da tarde  
Blogger Pitucha disse...

Um lacrau é a mesma coisa que um escorpião?
Beijos

sexta-feira, fevereiro 17, 2006 12:43:00 da tarde  
Blogger lilla mig disse...

Nunca fiando! :)

sexta-feira, fevereiro 17, 2006 2:32:00 da tarde  
Blogger Laura Lara disse...

Pituxa
Não!
Lacrau é o bicho que dorme nos sapatos, escorpião é a tua irmã.
Beijinhos

sexta-feira, fevereiro 17, 2006 2:36:00 da tarde  
Blogger Laura Lara disse...

Lilla
Nunca fiando até porque, segundo dizem, a mordidela dói a valer.
Beijinhos

sexta-feira, fevereiro 17, 2006 2:37:00 da tarde  
Blogger Pitucha disse...

Gostei da explicação? A conclusão lógica é: a minha irmã não dorme nos sapatos...
;-)

sexta-feira, fevereiro 17, 2006 3:20:00 da tarde  
Blogger Folha de Chá disse...

São engraçados, esses hábitos que ficam. :) Bom fim-de-semana.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006 6:12:00 da tarde  
Blogger Laura Lara disse...

Folhita
Agradeço a visita.
Bom fim-de-semana para ti.
Beijinhos

sexta-feira, fevereiro 17, 2006 6:23:00 da tarde  
Blogger Xana disse...

Confirmo em absoluto, não tenho efectivamente o hábito dormir em sapatos.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006 7:36:00 da tarde  
Blogger Carlota disse...

Há hábitos que não nos deixam nunca, gestos que nunca abandonamos. É engraçado!
Bom fim de semana Laura!

sexta-feira, fevereiro 17, 2006 9:22:00 da tarde  
Blogger espumante disse...

Laura
Dou por mim a fantasiar uma cena em que uma das tuas filhas adormeceria num sapato e depois vinha a outra e calçava-o... lá terias tu que descalçar a bota!
Beijinho e bom fim de semana

sábado, fevereiro 18, 2006 11:00:00 da manhã  
Blogger Laura Lara disse...

Xana
Não sei não. Acho que até em sapato dormirias!
Beijinhos

sábado, fevereiro 18, 2006 6:48:00 da tarde  
Blogger Laura Lara disse...

Carlota
Obrigada e bom fim-de-semana!
Beijinhos

sábado, fevereiro 18, 2006 6:49:00 da tarde  
Blogger Laura Lara disse...

Espumante
Pois é! Mãe passa a vida a descalçar botas...
Beijinhos

sábado, fevereiro 18, 2006 6:50:00 da tarde  
Blogger espumante disse...

Estou perplexo. 15 comentários sobre lacraus????
:)

sábado, fevereiro 18, 2006 6:59:00 da tarde  
Blogger Laura Lara disse...

Espumante
Eu também estou!
Vá lá entender...

sábado, fevereiro 18, 2006 7:06:00 da tarde  
Blogger Madalena disse...

Pois menina Laura eu venho dizer que sim, que mias importante do que Enzo Ferrari é o teu pia. Mil beijinhos.
Beijinhos
Por falar em lacraus: a lagartada cá de casa está feliz!!!!! Estes não mordem mas "desmoralizma!, às vezes uma pobre de Cristo como eu!

domingo, fevereiro 19, 2006 12:14:00 da manhã  
Blogger Arrebenta disse...

Diário da "mulher-alibi"

Pacheco Pereira, um dos rastejantes da nossa cena política, pilar do sistema, e exemplo de como se pode subir rápido
(da Gare Maoísta à Gare Neo-Liberal-Conservadora, em bilhete de primeira, se faz favor),
resolveu ganhar dinheiro a publicar os textos do "Abrupto", uma espécie de sótão poeirento e desactualizado do imaginário de uma tia velha desactivada, e com barbas, ainda por cima.

Esse é o papel da "Mulher-Alibi", figura da Sociologia, indispensável para o funcionamento do Sistema: ela espumeja, ela finge que se indigna, ela ataca, ela recua, ela geme e freme, ela varia de alvos, mas, no fim, alinha sempre pela mão de quem lhe paga, e que realmente sempre serviu. É no seu discurso e na sua atmosférica variação fisionómica, que se faz o grosso da catarse do tecido social, "que bem que falou", "gosto muito de ouvi-lo", "sabe sempre dizer quando as coisas estão bem, e quando estão mal"...

Uma das características da mulher-alibi é a ubiquidade: ela tem o dom de estar sempre em todo o lado e em todo o instante em que se possa levantar alguma fervura.

Obviamente, Pacheco Perereira não é a Marcela-quer-morcela, a Mãe das Mães-Alibi, ou a "Desesperada", por antonomásia, com dons de mentira e retórica maquiavelicamente sofisticados. Berços diferentes: uma, filha do Ministro da Propaganda do Antigo Regime, a outra... não. Mas, no fim, o teclado termina sempre na mesma cadência, embora, pelos entremeios, se tenham esvaziado todas as tensões do Público, que, realmente, poderiam conduzir a qualquer mudança.
Elas são as gestoras do Pântano, e o Pântano continua a pagar-lhes regiamente pelo seu papel.

http://braganza-mothers.blogspot.com

domingo, fevereiro 19, 2006 1:01:00 da manhã  
Blogger Isabel Magalhães disse...

Em Azeitão faço o mesmo com as botas. As aranhas - e são bem grandes na serra - gostam de se esconder no calçado. :)

beijinho.

terça-feira, fevereiro 21, 2006 1:58:00 da manhã  
Blogger JVC disse...

Quando comecei a ler o post pensei que concluisse com baratas, que já é um horror, mas lacraus? que medo!

terça-feira, fevereiro 21, 2006 9:29:00 da manhã  

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