quarta-feira, dezembro 28, 2005

Respigos de África - XXIII

Quando o meu Pai chegou à Beira, Moçambique, ficou, durante algum tempo, a viver numa república, juntamente com meia dúzia de rapazes. Cada um tinha o seu quarto. Cada um tinha o seu criado. O resto era compartilhado por todos – refeições, casa de banho, sala de estar, quintal...
O quarto do meu Pai era contíguo à cozinha, de onde, diariamente, provinha um estranho ruído não identificável... grrr... grrr... grrr..., que o acordava, intrigado.
Até que, uma vez, a curiosidade fê-lo levantar-se de mansinho, e, pé ante pé, foi espreitar.
Encontrou o seguinte quadro: O criado dum dos seus companheiros, sentado num banco de cozinha, com um pé apoiado sobre o joelho, encaixava, entre os dois dedos maiores, uma placa dentária e, vigorosamente, esfregava, com a devida escova abundantemente barrada de creme dentífrico, os dentes postiços do patrão.

5 Comentários:

Blogger Madalena disse...

Não se faz, menina Laura, faltar a um jantar para ficar a fazer TPCês!!! Primeiro a devoção, depois a obrigação!
Mil beijinhos. Fizeste falta!

quinta-feira, dezembro 29, 2005 2:00:00 da manhã  
Blogger t-shelf disse...

Delirante história que só podia vir de África mesmo. Assino por baixo do tau-tau da tia Maddy, mas que caseira que a amenina anda. bjs

quinta-feira, dezembro 29, 2005 7:40:00 da tarde  
Blogger Laura Lara disse...

Madalena
Não é primeiro a obrigação e depois a devoção? Olha, já estou baralhada... Desculpa, sim!?
Beijinhos

quinta-feira, dezembro 29, 2005 7:44:00 da tarde  
Blogger Laura Lara disse...

Ti
Sempre fui muito bicho do mato.
E burro velho...
Beijinhos

quinta-feira, dezembro 29, 2005 7:48:00 da tarde  
Blogger MCM disse...

AH1 AH! Só mesmo na Àfrica de outros tempos!

sexta-feira, dezembro 30, 2005 2:18:00 da manhã  

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