terça-feira, dezembro 27, 2005

Respigos de África - XXII

O nosso cão adoeceu com esgana.
Presumo que na altura em que isto aconteceu – anos trinta - não houvesse vacina.
O que sei é que apanhou a doença e tratamento conhecido não havia.
Perante o seu sofrimento, o meu Pai, desolado, pediu ao seu criado Juza que o abatesse, uma vez que lhe faltava coragem para, ele próprio, o matar.
O Juza pediu então: - Patrão, deixe nosso levar cão na terra, no cuxe-cuxe, que cão volta bom.
Se bem que um tanto incrédulo, resolveu permitir.
Duas semanas depois, o cão regressou totalmente são.
Viveu ainda um par de anos e morreu de velhice.
Como foi tratado? O que o curou?
Cuxe-cuxe nunca revelava os seus segredos.

6 Comentários:

Anonymous Carlos Indico disse...

Cuxe-cuxe. Há tantos anos que não ouvia esta palavra !
Vivi na Beira, no bairro das Palmeiras.
A palavra significa realmente o quê?
Desculpe o incómodo.

quinta-feira, dezembro 29, 2005 6:33:00 da tarde  
Blogger Laura Lara disse...

Carlos
Cuxe-cuxe significa feiticeiro ou feitiço.
Nasci na Beira. Vivia na Ponta Gêa.
Qual é o teu blogue?
Não incomodou nada.
Felicidade maningue para o Novo Ano

quinta-feira, dezembro 29, 2005 6:57:00 da tarde  
Anonymous Carlos Indico disse...

Áh, é como xicuembo!
Não tenho blogue, mas ando sempre por este espaço á procura de africanidades.Mato maningues também.
Estudaste nas Méres?
Tátá.

quinta-feira, dezembro 29, 2005 7:15:00 da tarde  
Blogger Laura Lara disse...

Claro que estudei nas mameres! A minha casa era muito perto.
E, todos os anos, vou ao encontro dos antigos alunos (último Sábado de Maio). Vais?
Arranja um blogue. Mais um de África.
Tá-tá

quinta-feira, dezembro 29, 2005 7:20:00 da tarde  
Anonymous Carlos Indico disse...

Lembro-me agora! No meu tempo, importado da A.do Sul, surgiu entre os adolescentes a ideia dos gangues. Jeans, boatas á beatle, penteado á daqueteil.Haviam 3. O da Ponta Gea, o das Palmeiras, e o outro....?
Mas dava porrada mesmo de vez em quando, normalmente na Praça da India. Os dois mais valentes tiravam o casacão e diziam ao gái :teique ite!, e vai pontapé! Durou pouco tempo, eramos tesos, comprávamos por uma quinhenta 3 Havanas para fumar quando as miudas passavam....
Um clic, e as recordações flutuam.

quinta-feira, dezembro 29, 2005 7:25:00 da tarde  
Anonymous Carlos Indico disse...

Aos domingos eu e mais 2 amigos iamos á missa das maméres, sentávamo-nos na ultima fila ao lado da porta, e quando vinha a miuda com a bandeja de prata das esmolas roubáva-mos as moedas maiores.

sexta-feira, dezembro 30, 2005 12:22:00 da tarde  

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