segunda-feira, agosto 22, 2005

Respigos de África - VI

O meu pai foi para Moçambique com 19 anos de idade. Já lá tinha a irmã mais velha, a viver no Búzi, mas resolveu ficar na Beira. Escolheu ir para a uma “república”, onde já residiam meia dúzia de rapazes, sozinhos como ele. Cada um tinha o seu criado, que arrumava o quarto, cozinhava, lavava e passava a ferro. Um dia, reparou o meu pai que o seu criado (infelizmente já não me lembro do seu nome) trazia vestida uma das suas camisas. Directamente, sem rodeios, como era seu hábito, perguntou-lhe: - Olha lá, essa camisa não é minha? Resposta pronta: - É sim. O patrão pô-la para lavar ainda limpa. Nosso veste-a, acaba de sujá-la, logo a lava, engoma e arruma na gaveta!.

5 Comentários:

Blogger Madalena disse...

Que maravilha de história! Um Desculpa bem de jeito, Laura! Ponho-me a imaginar como reagiria.
Uns amigos meus já encontraram a empregada a pedalar na bicicleta deles no quarto deles. E ela também não se atrapalhou!!!!
Beijinhos!

segunda-feira, agosto 22, 2005 6:28:00 da tarde  
Blogger Mitsou disse...

eheheheh..Aos anos que eu não ouvia essa expressão, "Nosso..."! Beijocas muitas! :))

segunda-feira, agosto 22, 2005 9:46:00 da tarde  
Blogger António disse...

Ah ah ah
E digam que os pretos são burros!
Ah ah ah

De regresso!
Espero que tudo tenha corrido bem!

Obrigado pela visita ao meu blog.

Quasi todas as famílias tem segredos, de facto, mas a minha já não tem...eh eh
(só se houver outros...)

Beijinhos

terça-feira, agosto 23, 2005 9:26:00 da manhã  
Blogger t-shelf disse...

O sentido prático dos empregados domésticos é sempre surpreendente.

terça-feira, agosto 23, 2005 11:18:00 da manhã  
Blogger Bárbara Vale-Frias disse...

LOOOOOOOOOOOOOOOOL

Demais, demais! É mesmo deles! Loool

terça-feira, setembro 06, 2005 9:23:00 da tarde  

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