Respigos de África - LVII
Como já uma vez disse aqui nesta senda, para mim, a guerra (a de 1939-1945) confundia-se com o rádio - lá na Beira nunca ouvi dizer telefonia -.
Eu explico: sempre que o meu Pai tinha o aparelho de rádio encostado à orelha, para ouvir notícias, sobre a guerra presumo eu, não me era permitido fazer nenhuma espécie de barulho, sob pena de ir de castigo para o quarto.
Assim entendia eu a guerra: má, cerceadora dos meus direitos!
Os anos passaram e o meu Pai sempre adorou ouvir rádio. Até falecer, nunca deixou de o fazer.
Só há dias descobri este postal, infelizmente sem data, mas deve vir lá do ano de 1939, que demonstra bem o seu interesse por aquele meio de comunicação.
Eu explico: sempre que o meu Pai tinha o aparelho de rádio encostado à orelha, para ouvir notícias, sobre a guerra presumo eu, não me era permitido fazer nenhuma espécie de barulho, sob pena de ir de castigo para o quarto.
Assim entendia eu a guerra: má, cerceadora dos meus direitos!
Os anos passaram e o meu Pai sempre adorou ouvir rádio. Até falecer, nunca deixou de o fazer.
Só há dias descobri este postal, infelizmente sem data, mas deve vir lá do ano de 1939, que demonstra bem o seu interesse por aquele meio de comunicação.














