Sexta-feira, Julho 09, 2010

Respigos de África - LVII

Como já uma vez disse aqui nesta senda, para mim, a guerra (a de 1939-1945) confundia-se com o rádio - lá na Beira nunca ouvi dizer telefonia -.


Eu explico: sempre que o meu Pai tinha o aparelho de rádio encostado à orelha, para ouvir notícias, sobre a guerra presumo eu, não me era permitido fazer nenhuma espécie de barulho, sob pena de ir de castigo para o quarto.

Assim entendia eu a guerra: má, cerceadora dos meus direitos!



Os anos passaram e o meu Pai sempre adorou ouvir rádio. Até falecer, nunca deixou de o fazer.



Só há dias descobri este postal, infelizmente sem data, mas deve vir lá do ano de 1939, que demonstra bem o seu interesse por aquele meio de comunicação.

Sexta-feira, Junho 11, 2010

Rafaela, será?

Será que, um dia, a minha neta virá a saber juntar palavras com alguma mestria?
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Mãe
O meu amor por ti
É algo inexplicável
É algo que nunca senti
E é incomparável.
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Sem ti não sei viver
Sem ti irei morrer
Para sempre vou te amar
Nunca te vou deixar.
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Sem ti não sei viver
Para sempre vou te amar
Sem ti irei morrer
Mas nunca te vou esquecer.

(Rafaela, 14 anos)

Sexta-feira, Maio 28, 2010

Torquato da Luz


O livro está lindo.



Tive o privilégio de estar na sua apresentação.


Parabéns, Torquato.


Da sua leitura, escolhi este "limiar":








LIMIAR



Para escrever importa ter vivido

mas nós apenas conhecemos

o limiar da vida:

existe sempre um espaço proibido

a impedir que avistemos

a meta da corrida.



Nós jamais vamos além do sonho

como se o nosso destino

fosse ficarmos aquém;

um fantasma medonho

a que desde menino

não escapa ninguém.



Por isso a nossa escrita é mera espuma

entre o nada e coisa nenhuma.

Quinta-feira, Maio 13, 2010

Rosas no meu Alegrete
















Quinta-feira, Junho 04, 2009

Museo del Agua - Lisboa




A escola que o meu neto frequenta organizou uma visita ao Museu da Água. Ontem lá chegou, todo entusiasmado. Explicou o que tinha visto e deu-me uma série de folhetos informativos para lermos juntos.

Pasmem! Todos em castelhano e francês.

O meu neto tem dez anos e anda no quinto ano!

Quarta-feira, Junho 03, 2009

Marco do Correio




Amordaçaram marcos do correio. Pelo menos alguns, que eu já vi e fotografei.

E dei comigo a pensar: se já ninguém, ou quase ninguém, escreve cartas, para que servem esses marcos vermelhos?

E senti pena: de deixarem inexoravelmente de existir; de cartas deixarem de ser escritas e colocadas nas suas ranhuras.

E recordei: as folhas de papel, de requintada qualidade, timbradas a relevo pela tipografia “Henry Gris” ou encimadas por elaborados monogramas; os sobrescritos, da mesma qualidade de papel, forrados a fino papel de seda; as tintas de escrever “Quink”, de várias cores, azul, azul turquesa, preta, castanha, que sabiam escrever, sem erros, sem “k”, sem abreviaturas inexplicáveis, textos cuidados, em letra cursiva bem desenhada, saídos de uma caneta “Parker 51”, como a que ganhei de presente, quando completei o segundo grau da instrução primária.

Será que vão desaparecer todos, os marcos do correio?

Terça-feira, Junho 02, 2009

René Magritte e Hergé

Estou a tentar visitar dois novos museus na Bélgica – Magritte e Hergé.
Virtualmente, claro!